domingo, 28 de março de 2010

A REENCARNAÇÃO

Conforme João[1: 6,15], o Espírito de Jesus já existia antes da sua encarnação na Terra. E, segundo Jesus em: reencarnação no Evangelho, o Espírito de João Batista, também, já existia antes da sua encarnação. Portanto, se nós já existíamos, também, antes da atual encarnação, o que nos impediria reencarnar?




JOÃO [1]


6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.


7 Este veio como testemunha, a fim de dar testemunho da luz, para que todos cressem por meio dele.


8 Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz.


9 Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo.


10 Estava ele no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, e o mundo não o conheceu.


11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12 Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;


13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.


14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.


15 João deu testemunho dele, e clamou, dizendo: Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim, passou adiante de mim; porque antes de mim ele já existia.




Notemos, primeiramente, pelo que respeita às religiões, que....




seiscentos milhões de asiáticos, bramanistas e budistas, partilham da nossa crença.
Dela partilharam também os egípcios, os gregos e os celtas, nossos antepassados. Por conseguinte, ela faz parte da nossa verdadeira herança nacional.
Vimos que o Cristianismo primitivo dela esteve impregnado até ao século quarto.
Presentemente a encontramos mesmo no Islamismo, sob a forma de certas suratas do Alcorão. Segue-se que a reencarnação é ou foi admitida em todas as religiões.
Só o Catolicismo e os outros ramos do moderno Cristianismo escapam à regra universal, desde que fizeram silêncio e mergulharam em trevas certas passagens da Escritura que afirmavam as vidas anteriores.
A Filosofia colheu dela as mais belas inspirações.


Pitágoras, que a ensinou, foi considerado um gênio por toda a Antiguidade.
Platão recebeu o cognome de «divino», mesmo dos Pais da Igreja do Oriente.
A Escola de Alexandria, com a sua plêiade de escritores Filon, Plotino, etc. — lhe deveu suas obras mais brilhantes.
Kant, Spinoza a entreviram e, mais recentemente, a lista dos homens ilustres que a adotaram desde Victor Hugo até Mazzini, ocuparia uma página inteira.
Ainda neste momento ela reaparece nas teorias de Bergson, que parecem destinadas a revolucionar todo o pensamento contemporâneo.
Quanto à moral, essa só tem que beneficiar da doutrina das vidas sucessivas.
A convicção de ser ele próprio o artífice de seus destinos, de que tudo o que fizer de mau ou de bom, recairá sobre a sua cabeça como sombras ou raios de luz, servirá ao homem de estímulo para a sua marcha ascendente e o obrigará a vigiar escrupulosamente seus atos. Cada uma das nossas existências, boas ou más, sendo a conseqüência rigorosa das que a precederam e a preparação das que hão de seguir-se, nos males da vida veremos o corretivo necessário das nossas faltas passadas e hesitaremos em recair nelas. Esse corretivo será muito mais eficaz do que o temor dos suplícios_do_inferno, nos quais ninguém mais crê, nem mesmo os que deles falam com uma segurança mais fingida do que real.


O princípio das reencarnações tudo aclara.
Todos os problemas se resolvem.
A ordem e a justiça surgem no Universo.
A vida toma um caráter mais nobre, mais elevado.
Torna-se a conquista gradual, pelos nossos esforços amparados do Alto, de um futuro sempre melhor.
O homem sente engrandecer-se a sua fé, a sua confiança em Deus e, desta concepção larga, a vida social recebe profundas repercussões.
Ao inverso, não é uma idéia pobre e lamentável a que consiste em acreditar que Deus nos concede uma única vida para nos melhorarmos e progredirmos?


Pois quê! Uma existência que não dura mais do que alguns anos, alguns meses e, para muitos, algumas horas apenas, que é de oitenta ou cem anos para outros, tão desarmônica conforme as condições e os meios em que nos achamos colocados, conforme as faculdades e recursos que nos são outorgados, pode constituir o eixo único sobre o qual repouse todo o conjunto dos nossos destinos imortais? (Léon Denis)


* * * * * * * *


... a reencarnação constitui sempre uma bênção que se concretiza com a ajuda superior, ... Deus é o Pai amoroso e sábio que sempre nos converte as próprias faltas em remédios amargos, que nos curem e fortaleçam.
[...] Simbolizemos o estágio da alma, na Terra, através da reencarnação, como sendo valiosa linha de frente, na batalha pelo aperfeiçoamento individual e coletivo, batalha em que o coração deve armar-se de idéias santificantes para conquistar a sublimação de si mesmo, a mais alta vitória.




[...] Não podemos esquecer que a reencarnação é o curso repetido de lições necessárias. A esfera da Crosta (Terra) é uma escola divina. E o amor, por intermédio das atividades “intercessórias”, reconduz diariamente ao banco escolar da carne milhões de aprendizes.
É sempre penoso voltar à carne, depois de havermos conhecido as regiões de luz divina; entretanto, é tão sagrado o amor cristão que, mesmo em tal circunstância, sublime é a felicidade daqueles que o praticam.






À medida que se nos desenvolve a noção de responsabilidade, compreendemos a reencarnação como período de escola. Cada existência está supervisionada por deliberações superiores, muitas vezes insondáveis para nós.


... O amor_verdadeiro eleva-se de nível... Hoje entendo que as afeições transviadas podem ser corrigidas no santo instituto da família, através da reencarnação... Deus nos permite abraçar, como filhos, aquelas mesmas criaturas que não soubemos amar em outras posições sentimentais!... Os nossos pensamentos de ternura, uns para os outros, um dia serão livres e puros, quais as fontes cristalinas que se irmanam no chão empedrado do Planeta ou como as irradiações dos astros, que se enlaçam sem perder grandeza e originalidade, nas imensas vias do Céu...


Passagem ocorrida com Marcelo, um espírito encarnado, em estado de emancipação, segundo André Luiz:


... "A simples reaproximação dos inimigos de outra época altera-lhe as condições mentais. Receoso, aflito, teme o regresso à situação dolorosa em que se viu, há muitos anos, nas esferas inferiores, e busca, apressado, o corpo físico, à maneira de alguém que se socorre do único refúgio de que dispõe, em face da tempestade iminente. Os espíritos erradios bateram em retirada, e tornamos ao interior doméstico, onde encontramos o jovem tomado de contorções.


Abracei-o, como se o fizesse a um filho querido.


O ataque amainou, sem contudo, cessar de todo. Ergui os olhos para o orientador, em muda interrogação. Porque tal distúrbio? A câmara de Marcelo permanecia isolada, quanto ao contacto direto com as entidades inferiores. Permanecíamos os três em palestra edificante. Porque motivo a perturbação, se nos mantínhamos em salutar atmosfera de santificantes pensamentos? ... "


...Indiscutivelmente, a jovem e o infeliz (obsessor) que a persegue estão unidos um ao outro, desde muito tempo... Terão estado juntos nas regiões inferiores da vida espiritual, antes da reencarnação com que a jovem presentemente vem sendo beneficiada. Reencontrando-a na experiência física, de cujas vantagens ainda não partilha, o desventurado_companheiro tenta incliná-la, de novo, à desordem emotiva, com o objetivo de explorá-la em atuação_vampirizante.


André Luiz – 1954




Para nós, porém, senhores de vigorosa inteligência, que já respiramos em centenas de formas diversas e que já atravessamos vários climas evolutivos, ofendendo e sendo ofendidos, amando e odiando, acertando e errando, resgatando débitos e contraindo-os, a vida não pode resumir-se a mero sonho, como se a reencarnação constituísse simples processo_de_anestesia_da_alma.
É indispensável, pois, que nos refaçamos, aprimorando o tom vibratório de nossa consciência, alargando-a para o bem supremo e iluminando-a à claridade renovadora do Divino Mestre. (Ver: Iluminação do íntimo)
A mente_humana, honrando os patrimônios celestiais que lhe foram conferidos, não poderá vegetar, à feição do arbusto enfezado que nada produz de útil na economia do orbe, nem deve imitar o irracional que se localiza na retaguarda da inteligência incompleta.
Uma existência entre os homens, por mais humilde, para nós outros é acontecimento importante demais para que o apreciemos sem maior consideração. Todavia, sem abraçar a noção de responsabilidade individual, que nos deve marcar o esforço de santificação, qualquer empresa dessa ordem é arriscada, porque em nosso aprendizado intensivo, na recapitulação, cada Espírito segue sozinho no círculo dos próprios pensamentos, sem que os companheiros de jornada, com raríssimas exceções, lhe conheçam as esperanças mais nobres e lhe partilhem as aspirações dignificadoras. Cada criatura encarnada permanece só, no reino de si mesma, e faz-se indispensável muita fé e suficiente coragem para marcharmos vitoriosamente, sob o invisível madeiro redentor que nos aperfeiçoa a vida, até ao Calvário da suprema ressurreição.


Benfeitora espiritual Matilde - (ditado por André Luiz)


A volta à vestimenta física é uma bênção que poderemos conseguir à custa de generosas intercessões, quando nos faleçam méritos para obtê-la, no instante oportuno, por nós mesmos, tanto quanto é possível conseguir trabalho digno na Esfera_da_Crosta, movimentando amigos que nos conduzam aos objetivos disputados; no entanto, qual ocorre a muitos encarnados que se localizam em respeitáveis quadros de serviço, tão só para usarem direitos que nada fizeram pelos merecer, com flagrante abuso das leis que nos regem as ações, muitas almas procuram o santuário_da_carne, formulando precipitadas promessas, e nele penetram agravando os próprios débitos. Tímidas, levianas ou inconseqüentes, aproveitam o estágio bendito na Região da Neblina (“Região de Neblina” é também sinônimo de Esfera Carnal. — Nota do autor espiritual), para repetirem as mesmas faltas de outra época, com absoluta perda do tempo, que é patrimônio do Senhor.


André Luiz


Viver no corpo_terrestre, entendendo os deveres divinos que nos cabem, não é tão fácil, ante a glória infinita que em companhia dele podemos recolher. Todos possuimos culposo pretérito a redimir. É imperioso reconhecer, todavia, que, se a experiência humana pode ser doloroso curso de renunciação pessoal, é também abençoada escola em que o Espírito de boa vontade pode alcançar culminâncias. Para isto, no entanto, é indispensável se abra o coração ao clima interior da bondade e do entendimento. Somos diamantes brutos, revestidos pelo duro cascalho de nossas milenárias imperfeições, localizados pela magnanimidade do Senhor na ourivesaria da Terra. A dor, o obstáculo e o conflito são bem-aventuradas ferramentas de melhoria, funcionando em nosso favor.


André Luiz


Não te guardes em tamanha incompreensão da lei_do_trabalho; a reencarnação nem sempre é simples processo regenerativo, embora, na maioria das vezes, constitua recurso corretivo de Espíritos renitentes na desordem e no crime. A Crosta da Terra é comparável a imenso mar onde a alma operosa encontra valores eternos aceitando os imperativos de serviço que a Bondade Divina nos oferece. Além disso, todos temos doces_laços_do_coração, que se demoram, por muitos séculos, retidos ao fundo do abismo. É indispensável buscar as pérolas perdidas para que o paraíso não permaneça vazio de beleza ao nosso olhar. Depois de Deus, o amor é a força gloriosa que alimenta a vida e move os mundos.


... A entidade mais enobrecida, em retomando o veículo de carne, é compelida a sofrer-lhe os regulamentos. As leis fisiológicas, que dominam na Crosta, não fazem exceção. Impõem-se sobre os justos com o mesmo rigor dentro do qual funcionam para os pecadores. O anjo que desça ao fundo da mina de carvão continuará naturalmente a ser um anjo na vida íntima; entretanto, não escapará ao clima deprimente do sub-solo.






- André Luiz




A cada nova existência corporal...


a Alma passa de um mundo para outro,


ou pode ter muitas no mesmo globo.


A Alma pode viver muitas vezes no mesmo globo, se não se adiantou bastante para passar a um mundo superior. Podemos reaparecer muitas vezes na Terra. Podemos, inclusive, voltar a este, depois de termos vivido em outros mundos.




Se não progredistes, podereis ir para outro mundo que não valha mais do que a Terra e que talvez até seja pior do que ela.




Podemos pensar se seria mais feliz permanecendo na condição de Espírito, sem reencarnar. Porem, estacionar-se-ia e o que se quer é caminhar para Deus.




Os Espíritos podem encarnar em um mundo relativamente inferior a outro onde já viveram, quando em missão, com o objetivo de auxiliarem o progresso, caso em que aceitam alegres as tribulações de tal existência, por lhes proporcionar meio de se adiantarem.






É variável o número das encarnações para todos os Espíritos. Aquele que caminha depressa, a muitas provas se forra. Todavia, as encarnações sucessivas são sempre muito numerosas, porquanto o progresso é quase infinito.




Algumas vezes a Alma reencarna imediatamente, porém, de ordinário só o faz depois de intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores, a reencarnação é quase sempre imediata. Sendo aí menos grosseira a matéria corporal, o Espírito, quando encarnado nesses mundos, goza quase que de todas as suas faculdades de Espírito, sendo o seu estado normal o dos sonâmbulos lúcidos entre vós.




Cada encarnação é como se fora um atalho nas estradas da ascensão. Por esse motivo, o ser humano deve amar a sua existência de lutas e de amarguras temporárias, porquanto ela significa uma bênção divina, quase um perdão de Deus.


A golpes de vontade persistente e firme, o Espírito alcança elevados pontos na sua escalada, nos quais não mais estacionará no caminho escabroso, mas sentirá cada vez mais a necessidade de evolução e de experiência, que o ajudarão a realizar em si as perfeições divinas.


( Emmanuel )


Frases usadas por Gilberto Rodrigues (IDE/Araras), em sua palestra no dia 10/03/2006, sobre Reencarnação, Amor e Justiça.:


• Benjamin_Franklin mandou que lhe colocassem esta lápide tumular: “Aqui jaz o corpo de Benjamin Franklin, livreiro, como a capa de um livro velho, despedaçado e despido de seu título e de seus dourados, entregue aos vermes. Mas a obra não está perdida, pois aparecerá mais uma vez, em nova e elegante edição, revista e corrigida pelo autor”.








• O renomado industrial Henry Ford, assim se pronunciou: “O trabalho é fútil se não podemos utilizar a experiência que reunimos numa vida para usa-la na próxima. Quando descobri a reencarnação, foi como se tivesse encontrado um plano universal. Compreendi que havia uma oportunidade para pôr em jogo minhas idéias. Gênio é experiência. Algumas pessoas parecem pensar que se trata de um dom ou de um talento, mas é fruto de longa experiência em outras vidas”.




• O líder hindu Ghandi explicava: “Faz parte da bondade da Natureza isso de não_recordarmos_os_nascimentos_passados. Que haveria de bom no conhecimento pormenorizado dos numerosos nascimentos pelos quais temos passado? A vida seria uma carga se carregássemos tão tremendo acúmulo de lembranças”.




A reencarnação, em situações específicas, tem como finalidade, também, a de servir de refúgio ao espírito obsidiado no plano espiritual, além de proporcionar oportunidade de melhoramento, conforme exemplos citados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

"Os pés conduzem o corpo, e a mente traça o caminho"